IMUNOLOGIA DA REPRODUÇÃO

IMUNOLOGIA DA REPRODUÇÃO

Nas ultimas décadas, temos observado um crescente interesse no estudo e pesquisa dos aspectos imunológicos envolvidos nos mecanismos da Reprodução Humana. A Imunologia da Reprodução não é muito conhecida na atualidade, porém acredita-se que pequenas alterações do sistema imunológico podem levar a fracassos da gestação.

Hoje em dia sabemos que, muitos casos diagnosticados como Esterilidade Sem Causa Aparente (ESCA) são na verdade decorrentes de alterações na Imunologia do casal até então desconhecidas.

Abaixo descreveremos sucintamente alguns fatores envolvidos na Imunologia da Reprodução:

1 – Anticorpos Antifosfolípides (AAF)

Os fosfolipídios fazem parte da arquitetura normal das membranas celulares. Os AAF podem, portanto causar danos nas membranas das plaquetas, causando um aumento da adesão plaquetária, resultando em eventos trombóticos danosos a circulação útero-placentária. Estas alterações podem levar a abortamentos ou restrição do crescimento fetal intra-uterino.

O tratamento da síndrome antifosfolípides se faz através da administração de aspirina em baixas doses alem da heparinização profilática da gestante, até a 34ª semana.

A associação dos AAF com falhas consecutivas em ciclos de tratamentos de Reprodução Humana Assistida ainda gera controvérsias porém, devemos nos ater que tais discordâncias podem ser decorrentes a um estudo superficial da síndrome antifosfolípides.

Senão vejamos, os estudos publicados baseiam-se apenas na pesquisa dos anticorpos anti-cardiolipina e anticoagulante lúpico, quando na atualidade já se sabe que outros anticorpos desempenham um papel até mais importante na fisiologia da infertilidade.

São eles os auto-anticorpos antifosfatidilserina (AFS) e antifosfatidiletanolamina.

Portanto, podemos concluir que, tanto os anticorpos anticardiolipina como o AFS, podem acarretar falhas na implantação embrionária.

2 – A Aloimunidade

Os genes HLA (Antígenos Leucocitarios Humano) atuam efetivamente nos mecanismos de rejeição de órgãos transplantados. Pode-se concluir então sua ação imunoreguladora durante a gravidez, no reconhecimento dos antígenos fetais de origem paterna.

Cabe aos linfócitos B a produção dos anticorpos anti-linfócitos paternos (APLA) quando a mulher engravida, objetivando proteger o feto contra o ataque de células NK (Natural Killer) de origem materna.

O tratamento da compatibilidade HLA se faz através da imunização (vacinação) materna com concentrado de linfócitos paternos (PLI) a intervalos de 4 semanas, dosando-se os níveis de APLA, após um mês da segunda vacina. Deve-se ressaltar que tal modalidade terapêutica pode acarretar na transmissão de moléstias infecto-contagiosas, tornando-se obrigatória a triagem sorológica paterna antes de se instalar o tratamento.

3 – Trombofilias

Estudos recentes demonstraram que as citocinas Th1 estimulam a produção do fator anticoagulante fg12, que faz a conversão da protrombina em trombina. Esta promove a deposição de fibrina, acarretando fenômenos trombo embólicos placentários.

Nas trombofilias hereditárias, podemos encontrar deficiências de antitrombina III, da proteína C, da proteína S além da mutação do fator V de Leiden.

A gestação isoladamente já é um fator de risco para fenômenos tromboembólicos, portanto, nos casos de abortamentos de repetição, estes fatores devem ser pesquisados.

4 – Células NK (Natural Killer)

Tais células ainda são objeto de estudos, a fim de se conhecer sua real função, porém sabe-se de seu perfil imunocompetente. Já se demonstrou a diminuição da atividade periférica das células NK em mulheres férteis e seu aumento em abortadoras habituais.

5 – HLA-G solúvel

É um tipo de molécula produzida pelo embrião e que, ao que parece, desempenha um papel de importância no desenvolvimento da gestação, através de um mecanismo de aceitação imunológica do embrião pelo organismo materno. Maiores os níveis de HLA-G, maiores as taxas de implantação.

Pode-se detectar uma forma solúvel da HLA-G no meio de cultura de embriões em ciclos de fertilização in vitro.

Baseando-se nestas evidências, a pesquisa do HLA-G solúvel pode ser uma arma importante no arsenal de pesquisa, objetivando a triagem de embriões de melhor qualidade para transferência em ciclos de fertilização assistida.

TESTE DE FRAGMENTAÇÃO DO DNA ESPERMÁTICO

O teste demonstra que a presença de altos níveis de fragmentação do DNA espermático tem estreita relação com altos níveis de insucesso em se obter uma gravidez. Este exame, também chamado de TECE (Teste de Estrutura da Cromatina Espermática), tem seu valor de corte para sub/ infertilidade no valor de 30% para o índice de fragmentação do DNA.

Os fatores que podem determinar a fragmentação do DNA espermático são: fumo, drogas, febre alta, poluição, temperatura testicular elevada, idade avançada, entre outros.

Toda a pesquisa relacionada à Imunologia da Reprodução, é realizada em parceria com a RDO-DIAGNÓSTICOS MÉDICOS.


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